Parashá Behar-Behucotai LEVÍTICO 25:1-26:2 & 26:3-27:34

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17 de Maio de 2015 por azamradobrasil

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A Terra pertence a Deus

As duas porções de BEHAR e BEHUCOTAI (que por muitos anos são lidos no mesmo Sábado), que, juntamente com a última parte do Êxodo abrange todas as leis dadas ao povo de Israel no Pacto no Monte Sinai. O livro de Números, em seguida, conta a história da jornada do povo pelo deserto até a Terra Prometida de Israel, enquanto no Deuteronômio, tal como foram finalmente prontos para entrar na Terra, Moisés revisou todas as leis da Aliança.

A Terra pertence a Deus

O tema da porção de BEHAR é sobre propriedade e posse, especialmente a propriedade da terra, o que nos proporciona não só com nosso espaço de vida, mas com todos os alimentos e outros recursos que consumimos.

Hojemais da metadeda humanidadeestão amontoados emgrandesaglomerações urbanas, e a maioria tempouca ou nenhuma conexãocom asfazendasque produzemseus alimentos.BEHARnos convida a considerarum mundo muito diferentedospequenos proprietários Israelitas de fazendas, que são em perfeita liberdadepara plantar,cuidar ecolhersuas lavouraspor seis anos,masé mandadopara cessartodo o trabalhoagrícolano sétimoano “Sabático”, forçando -los a confiarem Deuspara abençoarseus esforçose forneceras suas necessidades.

A lei do ano Sabático trata de ensinar o agricultor que, mesmo que se ele vê como o “dono” da terra que cultiva, em última análise, a terra realmente não pertencem a ele, mas para Aquele que é o dono de tudo. Deus dá a licença ao agricultor Israelita para trabalhar na terra por seis anos, mas revoga esta licença a cada sete anos para incutir em nós que, mesmo com todos os esforços que temos de fazer para alimentar e sustentar-nos, estamos sempre dependentes de Deus para abençoar estes esforços e fornecer-nos com as nossas necessidades.

Os seres humanos têm uma tendência natural a acreditar que “A minha força e o poder da minha mão me conseguiram estes bens!” (Deuteronômio 8:17), e esta crença é geralmente associada com o desejo de adquirir cada vez mais riqueza material, como se isso pode dar segurança. Mas a lição do ano Sabático é que a segurança não vem de esforços humanos, mas através de bênção de Deus. Pois: “Do Senhor é a terra e tudo que nela existe, a terra habitada e todos os que nela moram” (Salmos 24: 1).

“Ouçam isto todas as nações, rico e o pobre. Aqueles que confiam em suas riquezas e de sua grande opulência se gabam: Mas um irmão ele não pode redimir, nem redimir-se, nem dar a Deus seu resgate. Pois ele vê que os sábios morrem, juntamente o tolo e o insensível perecem e deixam suas fortunas para os outros. No entanto, eles imaginam que suas casas são para sempre, suas moradias para geração após geração. Eles proclamaram seus nomes através das terras. Mas o que se refere ao homem, em glória ele não repousará, ele é semelhante aos animais silenciados” (Salmos 49: 2-3; 7-8; 11-13).

Os seres humanos “Eles proclamaram seus nomes através das terras”, mas o ano Sabático vem para nos lembrar que não somos os verdadeiros proprietários, e, no final, a terra reverte para o seu verdadeiro Proprietário.

As leis dos anos Sabáticos e Jubileu contidas no BEHAR só se aplicam aos Israelitas na Terra de Israel. Eles não são parte do Código de Noé da lei da Torá, e os gentios não são obrigados a cessar o trabalho agrícola em sua própria terra nestes anos. No entanto, assim como o ciclo anual dos festivais de Israel têm um significado não só para o povo de Israel, mas para todas as nações, assim também o respeito dos ciclos Sabáticos de Israel conduz uma mensagem para toda a humanidade.

A corrida inútil para a riqueza

A maior parte do mundo de hoje é pego em uma corrida para uma maior prosperidade, e, portanto, o pior “doença” possível é pensado para ser recessão económica, quando o produto interno bruto dos países entra em declínio, com o resultado que as pessoas literalmente se tornam mais pobres . No entanto, os esforços maiores da humanidade para obter mais riqueza, mais eles parecem estarem frustrados por uma sucessão de calamidades naturais e outras que desmentem a suposição de que “A minha força e o poder da minha mão me conseguiram estes bens”.

Cerca de 40% das terras agrícolas do mundo estão agora seriamente degradado. Entre 1950 e 1984, a chamada “Revolução Verde” levou a um aumento de 250% na produção mundial de grãos, mas grande parte deste ganho não é sustentável, e há sinais de que não só as novas tecnologias atingiu seu pico de assistência, mas eles agora podem estar a contribuir para a contaminação do solo e da redução das terras aráveis. Grave seca está flagelando países na África, Oriente Médio, Ásia Central, América Central e Austrália. Com o esgotamento progressivo dos recursos alimentares, o excesso de elaboração de águas subterrâneas, guerras, lutas internas e falência econômica, a fome é um problema mundial causando miséria generalizada, desnutrição e o aumento da mortalidade. Principais especialistas em commodities agrícolas preve “fome em massa” no caso de uma grande falha na cultura Norte-Americana.

Um dos sinais mais surpreendentes que a terra em si está “rebelando” contra a busca incessante e irracional da humanidade para sempre ter maior prosperidade é o misterioso colapso na população global das abelhas, que são necessárias para a polinização das plantas com flores e que polinizam 90% de culturas comerciais em todo o mundo, incluindo a maioria das frutas e legumes, nozes, girassóis, café, soja, ração para gado e até mesmo algodão. Os últimos quatro anos viram a morte de milhares de milhões de abelhas em todo o mundo, e os cientistas não estão sabendo o que está causando a queda catastrófica nos números.

As Bênçãos e as Maldições

A maior parte da porção de BEHUCOTAI é retomada com promessas de grandes bênçãos que resultam de seguir os mandamentos da Torá e as terríveis maldições que resultam de ignorar e violar eles.

“E se ainda com isto não Me ouvirdes, e se comportares Comigo casualmente, Eu também Me comportarei contra vós com furor e casualidade, e Eu também vos castigarei 7 vezes por causa de vossos pecados” (Levítico 26:27-8).

A Torá convida a humanidade a observar as leis de Deus, de modo a desfrutar dos grandes benefícios que elas trazem. Se nos recusarmos, expomo-nos para os perigos dos castigos de Deus, que voam em face das nossas ilusões humanas de grandeza e poder, vindo a provar que, apesar do que se possa pensar, “Do Senhor é a terra e tudo que nela existe”.

Por: Avraham ben Yaakov

Tradutor: Gilson Sasson

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